A Poesia caía das nuvens finas
O tudo virava vento macio e parado.
Que era aquele som rajado partido?
Quem partia os céus em gotas livres?
Andei por entre os rastros dos astros
À procura da imensidão do desejo
De viver o absoluto de verdades.
Sentei-me ao seu lado, Sofia.
Das estrelas eu via a luz infinita
Dos seus mundos eu sentia o meu
Corpo em partes iguais e tremidas porque
A infinitude das coisas estava em mim.
Caía dos céus a Poesia.
Fina e desprotegida ela caía.
Pensei logo, existo sem você, Sofia?
Poesia desnuda, sabedoria adquirida.
Fim de tarde, e a Poesia Estelar não me dava mais que sossego e vida, lá do alto...