Numa incerteza constante
vou ficando à deriva
Num fascínio delirante
vou perdendo a rotina.
E que quero além do mais é viver?!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Recado
É bom quando a gente se liberta daquilo que nos amarra, nos prende ao pé do armário das ilusões. Fico pensando se isso não me torna mais cego e mais surdo ao mundo mágico que tanto – e frequentemente o fazem – propalam, como se tal mundo fosse o único e último caminho a seguir. Mas ainda assim me sinto liberto. São amarras horríveis, não sei se mais ou menos que as algemas físicas, mas tão abomináveis quanto se possa pensar. Elas prendem a alma, a vontade, os sentimentos e a mente.Parece pior ainda pelo fato de não serem explícitas, demora à gente perceber. Elas ficam escondidas debaixo do nosso olhar, sob as pessoas que amamos e nos amam, sob o fúnebre e asqueroso hábito de ser quem não somos, sob a capa fria que vestimos para sermos aceitos num universo atemorizante, que criamos ou que é criado. Mas eu me sinto liberto.
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