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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pátria

Hoje, um dia que me chamou atenção. Precisava tanto? Mais um feriado. Tenho pena daqueles que não se importam. Tão importante um feriado desses, é um belo descanso...
Mas é também história. É o nosso passado cobrando um tempo da gente, pedindo um pouquinho de reflexão. Decidi, portanto, escrever algumas linhas para esse acontecimento. Peguei um trecho de I, que já havia escrito, terminei-o e escrevi e acrescentei mais duas partes. Pátria é o nome desse conjunto de três poemas. Espero que goste, minha cara leitora ou meu caro leitor!
––

I

Santo gosto de sangue me sobe à boca
Misturado ao amargo do teu passado.
Tens então feito o que no destino errado?
O que tens tu agora além da alma rota?

A vida será fácil e à toa ao soldado?
Posso ser filho do ódio vil e sagrado?
Mães e Pais perderão a guerra enganados?
Qual verdade que conta, a nossa ou a outra?

Tiraste o concorrente à base de bala,
Afogaste quaisquer medos teus sem onda.
Inundaste rios de sangue, horror e prata
Em teus lindos versos de exaltação à honra.

Que tiveste de conquistas, terras plácidas?
Paz perfeita, pousa em um passado podre
Tal qual as fezes das pombas brancas clássicas
Perfeição essa que não vejo no Louvre.

E as armas bem construídas que vendeste
Aos amigos de lá, cerne do teu mundo
Era aquilo negócio bom que deu lucro?
Ou fora má a infortuna glória em teu sangue?

Palpita em mim o desejo de vingança
Contra quem não posso nem vou me vingar.
Só queria saber o porquê dessa ânsia...
Vontade de canto que paira no ar...

II

Assassinaste o teu povo com o sangue
Do inimigo indefeso e sem porvir
És gloriosa e linda a voz que tange
O desejo de história, faz sorrir

Tens então minha Pátria recordante
Preceitos, preconceitos a sumir
Só assim teu futuro de errante
Será liberto e simples como aqui:

Noutro tempo brilhante de herói
Igual a qual ainda não surgiu
Teu passado era belo e reconstrói

O orgulho verdadeiro, azul anil
Verde resplandecente, vivo mar
Para o povo liberto o ouro criar!

III

Tive medo de que foste cruel
Mas vejo o futuro, o mais belo
Sempre te amei, não foi diferente
Qual houve, Pátria, porém, outro que dissesse
Tudo que digo agora...

Peço de razão e coração:
Ouve-me e atende-me.

Seja o futuro próximo o teu passado orgulho
Seja o futuro distante a tua realidade
Seja o futuro eterno... A vossa consagração!
Sois o que quiséreis serdes. Seríeis, agora, o que merecíeis?
Creio você será, Pátria!

Fabrício Ribeiro Toloczko

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